Fevereiro 9, 2010 at 17:05 (Uncategorized)



Arquitectura Barroca em Portugal

Arquitectura Religiosa

As igrejas apresentam, geralmente, a mesma estrutura, ou seja, fachadas simples, decoração contida (exceptuando talvez o altar-mor), planta rectangular. Estas eram as características que marcavam os princípios austeros e rígidos da igreja e do poder régio. Alguns eruditos chamam-lhe o Barroco Severo. Neste período, encontramos arquitectos portugueses, nomeadamente João Antunes ou João Nunes Tinoco (igreja de Santa Engrácia, em Lisboa).

Torre dos Clérigos, Porto

Depois do terramoto de 1755, que destruiu inúmeros edifícios, o rei mandou construir edifícios, não só religiosos, mas também civis, nomeadamente alterações no Paço da Ribeira. Esta arquitectura é então, marcada por uma decoração essencialmente em talha dourada, nas paredes, retábulos e azulejaria, sentindo-se também, uma certa sobriedade estrutural.

Arquitectura Palaciana

Urbanismo

O urbanismo, propriamente dito, inicia-se no nosso país com o Marquês de Pombal. Após a destruição provocada pelo terramoto de 1755, era necessária uma reconstrução rápida e económica. Assim, o Marquês de Pombal opta por Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel para este projecto. O projecto deste grupo criou uma Lisboa funcional e dinâmica, com ruas paralelas e perpendiculares. Os edifícios respeitavam a mesma simetria.

Baixa Pombalina


Trabalho realizado por:

Luís Maciel

Tiago Teixeira

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Escultura Barroca

Janeiro 26, 2010 at 16:43 (Uncategorized)


A escultura barroca teve um importante papel no complemento da arquitectura, tanto na decoração interior como exterior, reforçando a emotividade e a grandiosidade das igrejas. Destaca-se principalmente as obras de Gian Lorenzo Bernini, arquitecto e escultor que dedicou a sua obra exclusivamente a projecção da Igreja Católica, na Itália. A principal característica de suas obras é o forte realismo, sugerindo a impressão de que as esculturas estão vivas e em movimento.

As esculturas em mármore procuraram destacar as expressões faciais e as características individuais do modelo, cabelo, músculos, lábios, procurando glorificar a religiosidade através da expressividade. Multiplicam-se em anjos e arcanjos, santos e virgens, deuses pagãos e heróis míticos, que se agitam nas águas das fontes e nos nichos das fachadas.

A escultura barroca é marcada por um intenso dramatismo, pela exuberância das formas, pelas expressões teatrais e pela luz e movimento. As figuras que exibem dramatismo, faces expressivas e roupas esvoaçantes. Em Portugal, António Ferreira e Machado de Castro foram os escultores de maior relevo.

A escultura barroca contraria a ideia anterior do Renascimento: a sobriedade e racionalidade das formas. Este pensamento não foi exclusivo da escultura, mas também da pintura, moda, escrita e da cultura das pessoas desta época.

Um excelente exemplo da escultura do Barroco é O Êxtase de Santa Teresa de Bernini.

Realizado por:

.Nelson Franco

.Sálio Vieira

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Pintura Barroca

Janeiro 26, 2010 at 16:43 (Uncategorized)

pintura barroca

A Pintura Barroca é conhecida por ser uma pintura realista, concentrada em paisagens, naturezas mortas, interiores, expressões e temas de forte ligação à religião. No norte da Europa, Rembrandt e Johannes Vermeer ampliaram os limites do realismo.

Por outro lado a expansão e o fortalecimento do protestantismo fizeram com que os católicos utilizassem a pintura como um instrumento de divulgação da sua doutrina. Na Itália, e na Espanha, a Igreja Católica, em clima de militância e Contra-Reforma, pressionava os artistas para que procurassem o realismo pictórico mais perfeito possível.

Principais características da Pintura Barroca:

- Composição assimétrica, em diagonal – que revela-se num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.

- Forte contraste de claro-escuro, recurso que procurava intensificar a sensação de profundidade, aumentando assim a expressividade dos sentimentos.

- Abrange vários temas, essencialmente pinturas divinas e religiosas, míticas, naturezas mortas e retratos.

- Escolha de cenas de grande intensidade dramática.

- A luz não é naturalista, mas sim projectada de modo a guiar o olhar do observador até ao motivo principal da obra, como acontece nas obras de Caravaggio, Johannes Vemeer, William Heda entre outros artistas do Barroco.

Lucas Mota e Dulce Barros.

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